terça-feira, 11 de julho de 2017

''O ódio é como um câncer, ele corrói o coração.'' @EditoraNovoConceito @SarahJio @AÚltimaCamélia

''O ódio é como um câncer, ele corrói o coração.'' @EditoraNovoConceito @SarahJio @AÚltimaCamélia


Essa Sarah Jio ainda acaba com meu coração com seus romances intensos e cheios de mistérios. As obras dessa autora sempre começam de forma despretensiosa e vão crescendo e se desenvolvendo lindamente, e quando você vê não consegue mais largar a história sem saber o que vai acontecer até a última linha.

A Última Camélia é comovente e intrigante.

Sou apaixonada por histórias que mexem com o tempo, esse vai e volta, a parte histórica, a apresentação de personagens igualmente interessantes, ladeado ao mistério e a curiosidade. 

Sarah mistura nesse romance inúmeros elementos. Vários estilos em um romance.
Encontramos uma mansão, um jardim muito especial e uma história de matar, de um lado estamos as portas da Segunda Guerra Mundial com Flora e suas crianças, de outro quase 60 anos depois conhecemos Addison que esconde terríveis fatos de seu passado não tão bem enterrado.

''[...] Ele queria que ela fosse alguém que ela não era, ele queria que ela ficasse em casa, como um pássaro que é exibido em uma gaiola dourada. Mas ela não conseguia ficar confinada daquela maneira. Ela queria ser livre.''

O que teriam em comum duas mulheres tão diferentes? Que viveram em épocas diferentes? Que provavelmente jamais se conheceriam?! Bem... talvez as camélias possam contar!! Ou melhor A Última Camélia. 

Uma flor rara e capaz de levar o homem a cometer loucuras.

No passado: Flora acaba caindo em uma cilada, saindo de sua terra em busca de dinheiro para ajudar seus pais, a moça conhece um homem perigoso que mexe com tráfico de flores, um mercado muito promissor e rico nessa época. Com o intuito de ajudar a ''roubar'' uma camélia muito rara, Flora vai trabalhar como informante... digo, babá de quatro crianças em uma velha mansão de luxo em Londres. Muitos mistérios rodeiam o jardim de flores cultivados pela mãe falecida das crianças. Uma morte estranha, jovens mulheres que desaparecem, um pai autoritário e frio. Mas apesar da história sofrida e das ameças Flora conhece aquele que pode ser o amor de sua vida e tem a chance de ajudar os irmãos a passarem pela dor.

Cerca de cinquenta anos depois, a mansão pertence a família de Rex, este esposo de Addison, uma mulher que com unhas e dentes tenta esconder seu passado, até começar a ser chantageada pelo mesmo. Entre medos e segredos, Addison acaba também se envolvendo com a história da casa, do jardim e das flores. 

Os mistérios do passado podem ser desvendados no presente.

''[...] acho que as pessoas são bastante parecidas com aquelas estrelas lá em cima. Algumas brilham fraquinhas por milhões de anos, mal podendo ser vistas por nós na Terra. Elas estão lá, mas você mal percebe. Elas se misturam, como um ponto em uma tela. Mas outras brilham com tanta intensidade que iluminam o céu. É impossível não notá-las, não se maravilhar com elas. Estas são as que duram pouco. Elas não conseguem durar muito. Usam toda a sua energia rapidamente. Mamãe era uma dessas.''

Saber quem era o assassino em série, juntamente com a grande pergunta: O que de fato aconteceu no passado de Addison me fizeram engolir a história em menos de dois dias. Esse romance histórico me conquistou desde a apresentação das personagens, como de costume nos livros da autora são mulheres, que não levam ou levaram uma vida fácil, me envolvi com a trama de cada uma dela, e depois com o mistério e como as histórias acabam se intercalando. Foi uma leitura fácil, gostosa e rápida. A escrita de Sarah é envolvente e profissional. Esse é o terceiro livro da autora que leio e confesso que ficou entre os meus preferidos.

A Última Camélia é intrigante, interessante e envolvente. Um romance completo, com boas histórias e personagens. Me conquistou pelo mistério, é daqueles romances que você investiga e desvenda com os protagonistas, é como um filme antigo na sua cabeça, onde você é a personagem do presente sendo o mocinho, o bandido e o juiz. A Última Camélia com sensibilidade e aquele algo mais sombrio é uma grande obra para ser lida e relida muitas vezes.

''Pois as flores deverão ser ungidas com seu sangue para desabrocharem belas.''


Paula Juliana

segunda-feira, 10 de julho de 2017

''Sensibilidade a flor da pele.'' @EditoraNovoConceito @AMeninaQueNãoAcreditaEmMilagres

''Sensibilidade a flor da pele.'' @EditoraNovoConceito @AMeninaQueNãoAcreditaEmMilagres 


''-Algumas pessoas dizem que se deve prestar atenção em coincidências - [...] - Pode mostrar a você o seu caminho. Além disso, essas coincidências são suficientes para manter as pessoas acreditando. Para lhes dar um pouco de esperança.'' 

Sensibilidade a flor da pele.
Sempre que termino uma leitura tento expressar em minhas resenhas o que ela me transmitiu, como ela me tocou - se tocou, se me deixou emocionada, ou não, no geral meus sentimentos durante a história, o que essa narrativa trouxe de novo e importante na minha vida. A Menina que não acredita em Milagres foi uma obra que logo de cara já me puxou para a história e me introduziu nela pela curiosidade e simplicidade.

Pode até parecer clichê, ou lembrar algumas histórias no estilo A Culpa é das Estrelas, pelo drama e pelo fato da personagem principal ser doente. Umas das diferenças que achei aqui é que a trama não gira em torno da doença e sim em torno das crenças de Cam - nossa heroína, ou até melhor dizendo na falta de crenças da moça.

Cam tem 17 anos e não há nada que os médicos e tratamentos possam fazer por ela. Cam sabe que vai morrer e infelizmente por ela, está tudo bem, já está conformada. Porém sua forte e incansável mãe, não, Alicia vai fazer o possível e o impossível por sua filha, mesmo que tenha que largar tudo e viajar para uma pequena cidade milagrosa, onde os milagres acontecem. 

Então Cam vai. Se deixa levar pelas crenças da mãe e de sua meia irmã mais nova Perry. 
Ela vai deixando trilhas em seu caminho até Promise. Encontra com sua vó Nana, com sua amiga Lily que tem a mesma doença e também o mesmo diagnostico terminal, elas dividem mais que a amizade, como também o que chamam de Lista do Flamingo, onde escreveram desejos, atos a viver, coisas a se fazer antes de partir.

'' - Essa é a parte nos filmes de terror na qual você grita para a garota na tela: ''Não vai! Idiota! Não vai! Por que vocês sempre são tão burras?'' - Cam disse para a mãe que ele podia ser um serial killer.''

A história foi incrível. Foi lindo ver Cam se deixar acreditar, se deixar viver, consciente e incoincidentemente ir realizando tópico por tópico da sua lista e se deixando ser feliz, viver o momento. Os personagens são APAIXONANTES. Todos deixam suas marcas. A emoção é inevitável durante toda a obra. 

A Menina Que Não Acredita Em Milagres é uma história simples e significativa, que mexe com o leitor sentimentalmente. É com leveza, bom humor e uma linda escrita que Wendy Wunder mostra esse Um verão de probabilidades que muda Cam profundamente e lhe dá as coisas mais importantes da vida: esperança e amor! Uma crença no universo! Tive o prazer de viver essa história e conhecer todos os personagens inesquecíveis que apresenta! Recomendo para todos que de mente aberta e coração na mão se deixam acreditar!

''Talvez se ela pensasse sobre as pessoas elas nunca desaparecessem de verdade. Parecia muito brega, mas havia uma explicação cientifica para isso também. Se você acreditava que os pensamentos eram energia e energia é matéria (E=mc2), e a matéria aparece, então uma pessoa nunca pode realmente deixar você, a menos que você pare de pensar nela. Tudo que você dividia com uma pessoa ainda está girando ao redor do universo. O amor, Cam tinha de admitir, poderia ser real. E o amor permanece. As relações permanecem. Porque os pensamentos são energia, energia é matéria, e a matéria nunca desaparece.''


Editora Novo Conceito

Paula Juliana

domingo, 9 de julho de 2017

''Muitas guerras começam dentro de nós.'' @DarkSide

''Muitas guerras começam dentro de nós.'' @DarkSide 


Este é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e lágrimas nos olhos entre um parágrafo e outro. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo.

QUANDO A GUERRA COMEÇA DENTRO DE CASA.

Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.

Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.

Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios.

Combinando a ternura de Em Algum Lugar Nas Estrelas, outro título da coleção DarkLove, com a realidade angustiante de O Diário de Anne Frank, A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA apresenta uma perspectiva da Segunda Guerra Mundial vista pelos olhos de uma menina que se transforma em refugiada no seu próprio país. 

Mais uma oportunidade perfeita para emocionar corações de todas as idades e relembrar os valores do companheirismo e da amizade em todos os momentos da nossa vida. Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.

DarkSide Books

Paula Juliana

sábado, 8 de julho de 2017

''Vejo um mundo na corda bamba. Sem equilíbrio, ele cai.'' @ARainhaVermelha @Seguinte

''Vejo um mundo na corda bamba. Sem equilíbrio, ele cai.'' @ARainhaVermelha @Seguinte


A Rainha Vermelha é um livro complicado de se resenhar, encontramos um mundo inteiramente novo, um enredo mega original, personagens que são envolventes e ao mesmo tempo são misteriosos, são personagens que ficamos analisando o tempo todo, tentando compreender o que estão fazendo, o que acreditam, como são, se estão realmente se mostrando ou são belas e montadas máscaras que vestem! 

Sofri lendo, confiei, por fim não sabia mais para quem torcer, em quem acreditar! 
A história é crítica e totalmente política, porém mistura vários elementos que sou apaixonada, como a distopia no caso de todo o enredo e toda essa sociedade dividida e escravizada, e o sobrenatural nos poderes da elite de sangue prateada, com ação em batalhas totalmente sanguinárias e de tirar o fôlego! 
O romance como na maioria das distopias é uma ferramenta e não o grande foco, ele está presente, faz parte da história, mas é soterrado por todos os confrontos, mentiras e intrigas!

''Entende mesmo, príncipe? Entende como é ser arrancada de tudo o que ama, forçada a ser outra pessoa? Mentir a cada minuto de cada dia pelo resto da vida? Saber que há algo errado com você?''

Mare é uma personagem forte, porém mesmo acreditando que nunca seria levada por esse mundo ela se mete em um jogo de gente grande, muito maior que ela, vira um peão no tabuleiro e não percebe isso. Toda a narrativa é muito boa, a autora vai dando pistas do que está acontecendo, dando pistas das verdadeira faces dos personagens e ao mesmo tempo nos engana e nos ilude, particularmente amo ser iludida por uma boa história e amo o sentimento de desespero das situações finais! 

''Vejo um mundo na corda bamba. Sem equilíbrio, ele cai.''

Alguns fatos que ficam claros desde a primeira página são: que a Rainha é uma vadia sem coração, que os prateados são em sua maioria um povinho ruim e que se acham superior e que os vermelhos são os descartáveis. O Rei bom ou mal só quer que tudo se mantenha como está, a guerra nunca vai acabar e que Mare se meteu em uma furada!

Então conhecemos os dois príncipes! Sou bem sincera, eu como muitas mulheres leitoras sou uma leitora fácil, os príncipes me ganharam nas primeiras frases, e não me importei com a cor do sangue deles, só que ao longo da leitura vamos nos questionando sobre a sinceridade de cada um, geralmente nessas histórias nada é como parece ser. E eu tinha em mente que deveríamos ter nesses dois personagens o grande vilão e o grande mocinho! Porém, quem é quem? Quem é o lobo em pele de cordeiro? Quem está enganando Mare? Quem está nos enganando? Cal o primeiro príncipe? Aquele que é perfeito, bom, justo, o futuro Rei? Aquele que quer conhecer seu povo, mas tem medo da mudança? Ou o jovem Maven, noivo da futura princesa vermelha? Aquele que é gentil, o segundo filho, o que vive na sombra do irmão perfeito? Que quer mostrar seu valor e ser ouvido? Ambos os príncipes são ARDENTES, isso é, controlam o fogo, e Mare nessa disputa real pode ser queimada! 

Por escolha minha, não revelei o poder de Mare, assim como não revelei o meu príncipe favorito, aquele que acreditei no caráter e coração do começo ao fim! 

''O ambiente tremula com o calor que a pele de Maven irradia. Me vem à cabeça o temperamento reservado de Cal. Aparentemente, o irmão mais novo também esconde um fogo, até mais potente, e não quero estar perto quando explodir.''

A Rainha vermelha foi uma obra que queria ler a bastante tempo, estava bem ansiosa e assim que chegou larguei tudo que estava fazendo para começar, e não me arrependi, queria que a parte romântica da obra tivesse sido um pouco mais forte, apesar de presente o foco foi sim na sociedade e no poder que cerca todos os seres e seus sangues, foi uma leitura maravilhosa, daqueles que você lê de uma vez só, porque quer saber tudo e não consegue desgrudar, estou com grandes expetativas para o segundo livro, gostei muito de como terminou esse volume, todo o sofrimento, e agonia valeram cada minuto da minha leitura, os suspiros enganosos ou não também, toda a emoção e toda a adrenalina contidos na história fizeram um brilhante livro mergulhado em vermelho e prata! Recomendadíssimo! 

''- Quantos? - grito em resposta, reunindo forças para encará-los. - Quantos morreram de fome? Quantos foram assassinados? Quantas crianças foram levadas para a morte? Quantos, meu príncipe? ''

Paula Juliana
Editora Seguinte

sexta-feira, 7 de julho de 2017

''Quem tem medo do Lobo Mau aqui?'' @Jangada @LoboMau

''Quem tem medo do Lobo Mau aqui?'' @Jangada @LoboMau 


Forte! Inteligente! Intenso!

Quem tem medo do Lobo Mau aqui?

Quando se é criança nossos maiores medos podem ser o bicho feio embaixo da cama, os fantasmas que ficam batendo na janela, ou o terrível lobo mau que vai te comer como fez com a doce chapeuzinho e sua amada vovó... porém, como diferenciar o conto de fadas da realidade? E se o lobo mau existe mesmo e está machucando essa criança, que em sua linda inocência não consegue transmitir o que está acontecendo de um modo mais claro?
A autora alemã Nele Neuhaus em um suspense policial de tirar o fôlego nos conta que nem tudo são contos de fadas com o livro: Lobo Mau!

Pia Kirchhoff e Oliver von Bodenstein são os detetives que irão investigar casos macabros que estão acontecendo na Alemanha.

Uma adolescente é encontrada morta no rio Meno durante uma festinha clandestina de jovens regada a muito álcool. Uma reporte de um programa sensacionalista é encontrada espancada e violada no porta-malas de seu carro. Uma psiquiatra é assassinada de forma brutal.

Ainda para fechar o quadro sombrio da obra, trechos narrados por uma criança que é abusada sexualmente pelo próprio pai e seus amigos. Ela não entende o que está acontecendo, somente sabe que o pai faz coisas que a machucam e que se contar para alguém o Lobo Mau vai aparecer. Criança e pai não são identificados durante a narrativa, sem nomes, então quem será o Lobo Mau? 

Acompanhamos também um pouco da vida de Emma que está se separando, morando na casa dos sogros, grávida, está tendo problemas com sua filhinha Louisa que está agindo de forma estranha. 

Como uma colcha cheia de retalhos vamos descobrindo quem é quem nesse suspense policial!

''Pia sempre se espantava ao ver como as pessoas eram capazes de avaliar erroneamente o ser humano. Mesmo a criatura mais pacífica podia se tornar um homicida ou assassino caso se visse em uma situação aparentemente sem saída ou em um estado emocional fora do comum, que já não conseguisse controlar. Muitas vezes, o álcool também desempenhava um papel, e um homem incapaz de fazer mal a uma mosca se transformava em um criminoso cruel, motivado pela emoção, que em um excesso de violência perdia todos os limites.''

Essa foi uma leitura intensa, forte e nada fácil!
Lobo Mau tem capítulos curtos e repartidos entre as histórias de todos os personagens, dando uma visão ampla de todo o enredo. Narrador Observador. Histórias que se intercalam. Locais em comum, a Floresta que está sempre aparecendo, fazendo ligação com todos os casos. Personagens muito bem explorados e desenvolvidos tanto na história pessoal como psicologicamente. 

O livro além de levantar um tema tabu também mostra que todos temos lados ruins dentro de si, Lobo Mau explora isso, as fraquezas, o lado sombrio que muitas vezes está escondido por baixo de uma faxada agradável. 

''Antes tentava ser educada e gentil com todo mundo. Mesmo quando em seu íntimo a situação lhe parecia totalmente diferente, sorria e mentia. Na fase em que era gordinha, os psicólogos lhe diziam que engordava porque engolia tudo. Então, começou a dizer tudo que pensava. Primeiro o fez porque estava totalmente convencida de que isso a ajudaria a ser honesta e correta, mas, com o tempo, passou a sentir um prazer maldoso de magoar as outras pessoas, embora, desse modo se tornasse malvista.''

Em nenhum momento tem cenas escrachadas de violência, a obra pega pesado com a sutileza da narrativa, com o modo que apresenta o que está acontecendo, aconteceu, e seus personagens, sem mostrar abertamente nenhum tipo de violência nas descrições. Usa o suspense, o mistério, a curiosidade mórbida do leitor para apresentar a trama, sendo sob a perspetiva pura/ingenua de uma criança, ou mostrando o bicho homem que pode ou não ser culpado de terríveis atrocidades. 

''Pia tinha ouvido tudo calada. As inúmeras informações que acabaram de receber de Altimuller escoavam em sua mente como peças de um quebra cabeça, tentando se encaixar nos lugares certos da imagem ainda bastante incompleta.'' 

Personagens:
Pia é investigadora chefe, está cobrindo o caso ''Sereia''. Vive com Cristhofer, não tem filhos, recentemente está recebendo a visita de Lily, neta de seu companheiro que está passando ferias com eles.
Oliver von Bodenstein é chefe de Pia. Separado, está procurando uma casa para receber sua filha, não nasceu para viver sozinho e odeia solidão. 
Hanna é apresentadora de programa de TV, não tem sorte no amor, um péssimo relacionamento com sua filha. Vai cobrir uma grande bomba, um furo muito explosivo em seu programa, de repente desaparece! Hanna pouco se importava com as pessoas e seus destinos trágicos, no fundo despreza essas pessoas que iam no seu programa mostrar suas fraquezas por quinze minutos de fama.
Emma é casada e está grávida, não conhece seu marido verdadeiramente, descobre uma camisinha aberta em suas calças e se separa. Está vivendo na casa de seus sogros, e sua filha pequena está agindo de forma estranha, encontrou depois de 25 anos sua amiga de colégio Pia.
Um Advogado foi presso por pedofilia, hoje vive em um trailer próximo ao rio Meno, trabalha fritando hambúrgueres, está no fundo do poço! 
Markus frey promotor que está cobrindo o caso Sereia, invejoso e ambicioso, gosta muito de crianças! 

''Christian Kroger era daquele tipo de pessoa que sabia uma quantidade enorme de coisas inacreditáveis e complicadas e as mantinha bem guardadas em seu cérebro, prontas para serem evocadas a qualquer momento. Era só ouvir uma coisa, uma única vez, que nunca mais esquecia. Esse dom era um fardo que as vezes o fazia sofrer, pois não raro as pessoas à sua volta tinham dificuldade em acompanhar o ritmo dos seus pensamentos.''

É realmente difícil explicar o que senti ao ler essa obra. Amo romances de suspense policiais, gosto de analisar os personagens, descobrir quem são os bandidos, gosto dos temas fortes que são abordados, e que tem sim, que ser destaque de discussões e informações. Lobo Mau fala de violência sexual contra crianças, adolescentes e mulheres, já é realmente doloroso ler um livro que fale sobre estupro de mulheres, mas pensar que essas coisas acontecem com criancinhas, pequenos anjinhos, é brutal. Principalmente por serem cometido por adultos que deveriam proteger a todo o custo essas crianças, o pai, o padrinho, um amigo da família, um avô, ou mesmo as mães, irmãs, mulheres que não cometem o crime mas fecham os olhos. É uma triste realidade, que muitas vezes esquecemos que existe, homens que ao primeiro olhar são carinhosos, gentis com os pequenos, por debaixo dos panos são verdadeiros monstros. 

'' ...conversamos sobre um possível perfil psicológico do assassino. Achamos que tem entre 40 e 50 anos, problemas de relacionamento ou problemas com mulheres de modo geral e uma autoestima baixa. Tem uma veia sádico-voyeurista, se compraz com o sofrimento alheio e quando suas vítimas imploram e lutam pela vida. Gosta de exercer poder sobre pessoas que , na verdade, lhe são superiores, mas que ele pode rebaixar e humilhar amarrando e amordaçando. Não conhece nenhum senso de valor moral, é de natureza colérica, mas por outro lado, é muito inteligente e provavelmente também tem instrução.'' 

Lobo Mau foi uma leitura incrível. Forte, direta, um tapa na cara, fala de corrupção, de violência, mostra lados que não são bonitos de se olhar do Ser Humano, levanta um assunto que é polêmico e que doí de ser lido, algumas vezes tive que parar a leitura e respirar, me controlar e continuar para descobrir, desvendar todo o enredo. Amei completamente, com personagens maduros, fortes e bem construídos, me surpreendeu, me enganou, me induziu a acreditar em inúmeras coisas e no fim quando tudo foi fechado e esclarecido foi inacreditavelmente ótimo! Recomendadíssimo! 

''Não está feliz por rever sua princesinha?''

Editora Jangada
Paula Juliana

quinta-feira, 6 de julho de 2017

''Mas, enfim, enfim eu havia aprendido a me libertar.'' #WarnerÉmeu #Éamordemais #MafiEscreveMaisUmLivro #WarnerILoveYou

''Mas, enfim, enfim eu havia aprendido a me libertar.'' #WarnerÉmeu #Éamordemais #MafiEscreveMaisUmLivro #WarnerILoveYou


O ministério da Saúde adverte... esse livro pode conter altas doses de LOUCURA e EMOÇÃO, - Cuidado com o Coração! Você poderá sofrer de surtos e ataques... momentos estéricos, sorrisos bobos, suspiros além da conta, risadinhas, choros, lacrimejar de olhos! Por favor! NÃO USE COM MODERAÇÃO! 
Use e abuse! Se incendeie! 

''Por muitos anos, vivi em constante terror comigo mesma. A dúvida tinha se casado com o medo e se mudado para a minha mente, onde construiu castelos e governou reinos e mandou em mim, subjugando minha vontade a seus sussurros até eu ser pouco mais que um peão obediente, muito aterrorizada para desobedecer, muito aterrorizada para discordar. 
Eu tinha sido algemada, uma prisioneira em minha própria mente.
Mas, enfim, enfim eu havia aprendido a me libertar.''

O livro Incendeia-me da autora Tahereh Mafi, é um grande queridinho e favorito na minha estante, esse mês eu fiz a releitura dele para trazer as minhas impressões aqui no blog. A primeira vez que li, não consegui passar para o papel tudo que tinha sentido a lê-lo, precisei reler e respirar para vim aqui conversar com vocês! 

Primeiro não vou fazer nenhuma sinopse da história, porque ele é um terceiro livro, para explicar eu teria que resumir um pouco dos primeiros volumes e não quero deixar passar nada que não deveria aqui! Quero que leiam e como eu tenham todo o PRAZER e toda a surpresa com essa história maravilhosa!
Então... levem essa resenha como um desabafo e um adeus meu para essa trilogia que foi a melhor distopia paranormal que já li! 

Simplesmente PERFEITO! O que senti ao terminar essa obra foi que autora, entrou na minha cabeça e realizou todos os meus desejos, eu sinto como se esse livro tivesse sido escrito diretamente para mim.

No enredo geral da série! A história conta sobre Juliette, uma menina que foi internada em um hospício e esquecida lá por quase 300 dias. Ela não era uma pessoa normal, ela tinha dons diferentes, ''poderes'' que machucavam todos que a tocassem. Ela poderia matar com um só toque! 
Juliette estava ESTILHAÇADA por dentro! Até que ela foi resgatada por Adam, um soldado, mandado ao seu encontro por Warner o chefe do setor 45, do O Restabelecimento. Warner queria uma arma, e Juliette era a arma perfeita! 

Começamos a história com esse cenário inicial, e como as coisas mudaram ao longo dos livros!
Como se apaixonamos por Juliette, como entendemos o seu medo, como vimos ela crescer, se descobrir, mudar e lutar! Se Libertar! 
Foi um dos caminhos mais bonitos que já vi uma personagem passar!

Juliette nesse terceiro livro, me surpreendeu. Me fez ama-la como nunca, apoiar seus caminhos, suas decepções, entender tudo que ela havia passado e como tudo se fecha para esse caminho final! 

Nossos protagonistas masculinos: Warner e Adam!

Essa série dividiu corações ao longo de todos os três livros! 
Eu em especial, entreguei meu coração - não é segredo para ninguém - para o nosso Warner! Agora você pode dizer: Lá vêm a Paula e seus vilões! 

Sim! O Warner foi um líder linha dura, fez muita coisa que não era considerada correta... torturou, mentiu, matou! 
Desde o principio, eu vi algo mais nesse personagem, não tinha como não ver que ele tinha uma profundidade escondida. Ele tinha muito para me mostrar e me contar! E eu apostei toda a minha torcida para ele. Sempre! Meu personagem preferido. O mais carismático, o mais charmoso, o com a personalidade mais misteriosa e contraditória! Sempre ele!

Adam! Eu gosto do Adam! Juro! Gosto mesmo! No comecinho antes de Warner aparecer pra valer, eu torci para ele ficar com Juliette! A coisa mudou por causa da minha paixão por Warner, mais nunca deixei de gostar de Adam, mesmo quando xinguei ele de chato/insuportável no segundo livro, sempre admirei o amor dele, pelo irmãozinho fofo, James, tudo que ele passou, tudo que ele sacrificou para dar o melhor para James, me fez gostar muito dele. Só acredito que ele sempre teve outras prioridades. 

Personagens secundários! Entre todos os secundários o meu queridinho foi Kenji, o melhor amigo de Juliette! Não tinha como não dar belas gargalhadas com as tiradas desse personagem, e meu coração ficou na mão com ele ao longo do terceiro livro! Ele mostra que as vezes as pessoas sorriem e mantém o auto-astral, pelos outros ao seu redor, para minimizar a dor do outro, que enquanto está sorrindo, algumas vezes está partido por dentro! Kenji, me fez rir e me emocionou, me mostrou como a amizade pode ser bonita! 

Comentando a parte distópica da obra, tenho que dizer que as cenas de ação foram muito fodas, o livro todo segue um grande caminho, a gente sabe que está chegando, o mundo está se deteriorando, o O Restabelecimento - que é a grande potencia politica de liderança é guiado por um crápula, um homem horrível, sem escrupuloso e caráter. 
O grande objetivo é derrubar o Restabelecimento e matar o líder! 
E é de tirar o fôlego! 

Bem... é isso! Só espero de coração que leiam essa série, ela merece ser lida! Eu vivi intensamente essa leitura! Me apaixonei loucamente pelos personagens, chorei, pulei, sorri, xinguei, devorei o livro pela segunda vez em menos de 24 horas! Meu peito aperta tanto de carinho ao falar dessa obra, que só desejo que todos descubram e sintam a emoção que senti lendo! 
Incendeia-me terminou com gostinho de quero mais, Mafi - nossa autora incrível, escreve tão bem, que é uma loucura como parece que ela está descrevendo sentimentos que são nossos, como ela sabe tocar o leitor na maneira certa, com a frase certa, a descrição certa, a palavra certa!
Sem palavras para descrever meu amor por esse último livro! 


#WarnerÉmeu #Éamordemais #MafiEscreveMaisUmLivro #WarnerILoveYou

Editora Novo Conceito
Paula Juliana

quarta-feira, 5 de julho de 2017

''Uma história real de superação, sofrimento e amor! @UmGatodeRuaChamadoBob @NovoConceito

''Uma história real de superação, sofrimento e amor! @UmGatodeRuaChamadoBob @NovoConceito


O que disser desta história? Emocionante?! Cativante?! Uma grande lição de vida?! Sim, tudo isso e mais um pouco, pois é difícil descrever em palavras o que encontramos entre essas páginas, principalmente por conter uma história real de superação, sofrimento e amor!

Acredito que tudo tem um peso maior quando entramos na história sabendo que é verdadeira, as dores são maiores, sentimos com maior intensidade, torcemos com maior intensidade, e se questionamos também, quantas vezes passamos por moradores de rua, ou dependentes químicos e seguimos em frente, não sabemos o que passaram para chegar aquele ponto, não paramos para ajudar, por vezes continuamos na correria do nosso dia-a-dia, algumas vezes até olhamos com o olhar pesado do preconceito e do julgamento. 
Um Gato de Rua Chamado Bob fala sobre todos esses pontos, nos mostra uma história humana, por vezes cheia de falhas e pedras no caminho. 

James é uma morador de rua, dependente de drogas, e está vivendo o que podemos dizer ser a sua última chance, a sua sétima ou nona vida se fosse um felino, está lutando bravamente para se reerguer e principalmente para viver, o básico, água, comida, um lugar para dormir. James tem sua música e muita vontade de viver. 
Assim como ele, Bob quando vai parar nas mãos cuidadosas de James, já não é nenhum filhotinho, é um gato adulto, que vive nas ruas. Sinceramente não sei quem salvou quem, James adotou Bob em um momento de dificuldade, mas é Bob que dá à James a FORÇA para superar tudo que está por vir.

A história é lindamente emocionante, não tem como não se envolver, e sentir junto, são momentos muito doloridos, atos que infelizmente acontecem com muitas pessoas, momentos de dor, misturados com momentos de alegria, de amizade, companheirismo e amor, daqueles inocentes, que só existem entre seus animais e donos. 
A história não é focada no animal, como algumas outras obras, como Marley e eu, por exemplo, é a história de James, que se mistura com a de Bob, uma biografia simples, sincera e direta. 

Um Gato de Rua Chamado Bob é uma obra verdadeira, de superação e segundas chances, é ter vontade de viver a sua vida e se agarrar com todas as forças a toda oportunidade que aparece em seu caminho, é uma história que mostra muito o lado bom e ruim do ser humano, e toda a simplicidade de um carinho entre um homem e um gato que se doam sem pedir nada em troca! Recomendadíssimo! Leiam o livro, os livros, assistam o filme - igualmente lindo, conheçam James e Bob!


Editora Novo Conceito

Paula Juliana

terça-feira, 4 de julho de 2017

A Mais Pura Verdade - Nunca é tarde demais para viver a maior aventura da nossa vida - Dan Gemeinhart

A Mais Pura Verdade - Nunca é tarde demais para viver a maior aventura da nossa vida - Dan Gemeinhart


''Pressionei o botão e tirei a foto da morte.''

A mais pura verdade é que tem coisas que são inexplicáveis nessa vida, e descrever como essa obra é arrebatadora é uma dessas!
Poderia ter começado essa resenha de inúmeras formas, falando como esse simples livro me fez chorar rios simplesmente com frases verdadeiras e soltas em meio a descrições de sentimentos, ações e uma triste realidade! Poderia começar falando que é a história de um menino doente e de seu cão fiel, mas na verdade a doença no livro não é o enredo, é somente um fato, uma virgula triste na história, e o cachorrinho fiel e companheiro é a representação de muito mais que qualquer leitor que não está por dentro da história possa imaginar! A grande verdade mesmo, que tem que ser dita nesse começo de resenha é que A Mais pura Verdade é uma leitura indispensável capaz de conquistar QUALQUER tipo de pessoa! Há tantos tipos de verdade! Qual é a sua? [...]

Mark tem um dom, que provavelmente nunca percebeu, ele consegue capitar os sentimentos das coisas, das pessoas, das situações! Ele usa a fotografia e a escrita para isso e é um prato cheio para o leitor. A escrita do livro é tão viciante que não tem meios de parar de ler para fazer outra coisa, a não ser por obrigação! Degustei cada parte da obra, cada palavra, cada cena, cada momento triste e cada gota de felicidade! Amei Mark e sua amizade com Jess, seu modo de ver a vida, mesmo quando não conseguia enxergar no meio de sua raiva, amei o cão Beau, me tocou profundamente o modo verdadeiro e tão palpável que essa relação representa na história! Beau é lindo! Mark é forte, um guerreiro, um lutador! Essa é a mais pura verdade!

Comecei a história com o coração na mão e terminei com ele na boca! A intensidade é demasiadamente grande e profunda em uma obra simples e pura! 

'' Os cães nos ensinam a amar e ser carinhosos. Eles nos fazem lembrar das coisas que realmente importam.''

RAIVA... Paz, AMOR, SENTIDO E SER COMPREENDIDO!
A mais PURA verdade fala de raiva... Raiva pelo que não é justo, e o que não tem explicação, pelas coisas ruins que simplesmente acontecem e você tem que lidar com elas!
Sobre amor, amor simples e puro, amizade, o carinho e atenção que você doa sem pedir nada em troca! Fala sobre paz e verdade! Sobre um sentido para uma vida, afinal... para que viver se já está morto!??! E compreensão, pois nem tudo é o que parece, nada é só uma simples coisa, não era só subir uma montanha! Era muito mais que isso, era encontrar a sua mais pura verdade! 


Editora Novo Conceito
Paula Juliana

segunda-feira, 3 de julho de 2017

[EditoraRocco] HARRY POTTER E A CRIANÇA AMALDIÇOADA - Reserve o seu exemplar na pré-venda

[EditoraRocco] HARRY POTTER E A CRIANÇA AMALDIÇOADA 


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (The Cursed Child) era, até agora, apenas uma iminente peça teatral de West End (Ponta Oeste, típico bairro de Londres por suas atrações turísticas), que seria dividida em 2 partes e estava programada para estrear em julho de 2016.


A história se passa 19 anos após o fim de Harry Potter e As Relíquias da Morte, e será sobre Harry (agora um funcionário do Ministério da Magia) e seu filho Alvo Severo Potter. Considerada uma sequência dos livros da saga, muitos fãs estariam  descontentes com a ideia, uma vez que a grande maioria não teria a oportunidade de vivenciar a tão aguardada continuação.


Sinopse:
Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.


Paula Juliana

domingo, 2 de julho de 2017

Apenas Um Dia / Apenas Um Ano - Gayle Forman @NovoConceito

Apenas Um Dia / Apenas Um Ano - Gayle Forman @NovoConceito


O que falar desses dois livros? Bem... Gayle Forman me surpreendeu novamente, conhecia seu trabalho pela obra Se eu ficar, e me lembro como aquele livro me pegou pela emoção, achei que era somente por causa da história que tinha me tocado, mas lendo Apenas um Dia e na sequência, Apenas Um Ano, percebi que a emoção está não só nas histórias, mas em como a autora deixa os mínimos detalhes significativos, carregados de algo mais, esse algo mais que acaba conquistando o leitor! [...]

Resolvi fazer as resenhas juntas por alguns motivos, primeiro que como li os livros seguidos, consegui enxergar os dois como um grande todo, como obras que se completam, e segundo, por que Apenas Um Dia, é narrado pela mocinha, nossa Lulu, ou Allyson, e Apenas Um Ano é narrado por Will, mas a grande verdade é que as histórias se passam no mesmo tempo, são nas perspetivas dos personagens, cada um contando aquele período pelo seu ângulo, até que tudo se funda! 
Então achei interessante fazer uma grande resenha expressando meus sentimentos pelas obras e comentando a história desses personagens tão cativantes!
[...]

Os livros são lindos!!!! A história fala por si só, a gente se emociona com a saga dos personagens, é cativado pelo amor deles, se identifica com vários momentos de suas vidas! Encontramos uma riqueza de detalhes, uma riqueza de citações, Shakespeare lindamente representado com suas comédias e tragedias, as próprias histórias de Will e Lulu que se misturam com de Orlando e Rosalinda, de Noite de Reis, ficamos loucamente ligados e na torcida, queremos que eles se encontrem logo, que vivam esse amor, mas acabamos percebendo que antes de se encontrarem, Allyson e Will precisam encontrar a si mesmos primeiro, precisam resolver seus problemas, colocar ordem em suas vidas e ficarem inteiros para receber o amor! Eu quero um terceiro livro!!!
Leiam Apenas Um Dia, mas por favor já tenham Apenas Um Ano em mãos porque não tem coração que aguente aquele final! Vivam essa história com cenários encantadores e personagens poéticos! Viva o acaso! Viva o destino! Viva a entrega! Viva!


Editora Novo Conceito
Paula Juliana